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sábado, 20 de setembro de 2014

Diário de uma indução - parte 3: O parto

*** Este post foi escrito ao longo de dias entre uma mamada e outra - perdão por qualquer erro gramatical***

E depois de 24 horas de indução e muuuuuitas contrações, de manhã veio a "má" notícia: eu continuava com apenas 1cm de dilatação.

Eu não tenho palavras para descrever minha frustração. E para completar, as contrações estavam meio que parando, o que para mim era um péssimo sinal. 

Disse ao meu marido que iria tentar dormir e que fosse o que Deus quisesse. Consegui finalmente cair no sono quando uma enfermeira entrou e me acordou. Ela tinha uma outra camisola na mão para mim e dizia que ia me preparar para ir para a sala de parto. Eu expliquei que o médico tinha checado e que eu não dilatava, ela disse que eu tinha dilatado o suficiente para a indução com pitocin e que aquele hormônio daria resultado.

Claro que a caminho da sala de parto fui procurando no google TUDO sobre o Pitocin e conversando com uma amiga minha que é GO e anestesista nos EUA - que para a minha sorte estava de plantão! Eu em Israel, ela nos EUA e as duas conversando por Whatsapp enquanto eu entrava em trabalho de parto! Parece cena de filme mas não é, juro!

Chegamos a sala de parto exatamente as 9:30am. A enfermeira obstetrícia (minha AMADA parteira) entrou e se apresentou, e desde o começo deixei claro que queria anestesia epidural. Nada de vir com aquele papo depois de que "não deu tempo, você está muito dilatada". Ela riu e disse que não tinha problema e que quando fosse o momento ela trazia o anestesista.

Começou então a segunda parte da minha indução com o Pitocin. E em 40 minutos o hormônio já estaca fazendo efeito e cada contração eu via estrelas, e estas vinham agora a cada 5 minutos. Avisaram-me que as contrações com Pitocin era mais doloridas e que o efeito era rápido, mas eu não esperava que seria tão rápido assim. As contrações passaram a ser de 2 em 2 minutos, e eu já não aguentava. Verificaram minha abertura outra vez depois de uma hora com pitocin e nada. Ainda estávamos na marca do 1cm.

Para esquecer a dor, me deram gás nitrogênio. Essa foi a parte mais engraçada: o gás me deixou meio que bebêda e comecei a declarar meu amor para todo mundo que entrava na sala de parto. O Gás me ajudou a aguentar mais duas horas e lá pela 13h eu já não aguentava. Eles checaram a abertura de novo e...???? Sim!!!! Estava com 2.5cm! Não parece muito mas era o suficiente para a minha tão esperada epidural.

O anestesista foi ninja! Ele colocou a anestesia em menos de 2 minutos entre uma contração e outra. A pergunta: e dói??? Não dói. Senti uma leve pressão nas costas, mas não dor. Em 15 minutos a anestesia estava fazendo efeito e eu sentia as contrações mas não a dor. Ele colocou a dosagem máxima mas quem controlava o quanto eu recebia era eu mesma. Ele me deu um controle e explicou como funcionava. Queria que a dor parasse mas não queria perder total sentido das pernas. Então ter o controle me ajudou muito.

E assim, eu dormi. Meu marido ligou a TV da sala de parto e apagou as luzes. A parteira disse para eu descansar e que ela tinha certeza que quando viesse me checar que tudo estaria quase pronto. As 14:30h ela veio me checar e de 2,5cm eu passei a 7cm! Todos estávamos felizes. Voltei a cochilar e quando acordei outra vez já era 15:30h e eu estava com 10cm de dilatação...a hora FINALMENTE havia chegado e eu ia conhecer minha filha!

A parteira disse que por ser o primeiro filho que essa fase poderia ser demorada e que eu ainda poderia passar horas empurrando. Mas que tudo era possível e que ela só tinha que me preparar para tudo. Ela começou a passar óleo para que o perineo não precisasse ser cortado durante a saída do bebê. As 16h eu comecei a empurrar. Na sala de parto, à meia luz, só estavam eu, meu marido, a parteira e minha mãe. Com a ajuda do meu marido ela foi nos guiando e exatamente as 16:25h do dia 10 de Setembro nossa princesa (que se chama Lee) nasceu.

A pediatra entrou para ver se estava tudo bem, e estava. Assim como ela entrou ela foi embora, sem nem tocar na pequena que chorava no peito. Contato pele a pele. Cortaram o cordão umbilical, a parteira pediu para eu empurrar mais uma vez para expelir a placenta, e assim, as 16:30h tudo tinha terminado... ou começado.

A Lee ficou comigo por mais umas 3 horas, a parteira limpou ela rapidinho e cobriu a gente com um lençol e assim, a primeira coisa que a nossa pequena fez quando saiu do útero foi mamar, ali mesmo, enquanto estávamos na sala de parto. Ela nasceu com 3kg e 50cm. Eu mal podia acreditar que isso tudo, mais placenta, mais água cabia dentro da minha barriga!

Não precisei cortar o perineo, nada de horrível aconteceu e só tenho que agradecer pela experiência maravilhosa de parto normal, pelo amor que recebi no próprio hospital de toda a equipe, e pelo LINDO presente que Deus me deu que é minha filha.

A saímos do hospital dois dias depois e já estamos em casa há uma semana. A pequena já ganhou o peso que perdeu, mama somente peito de 3 em 3 horas, já esta com os olhos abertos e não gosta muito de dormir! :) Os olhinhos ficam só procurando uma fofoca.

Toda a dor, todas as contrações, pontos e tudo mais já foram esquecidos... A primeira vez que ela sorriu (resultado de gases que ela estava soltando hehe) eu chorei de emoção e veio a realização: sou mãe! E é muito amor!! Amor que eu não sabia que existia!

Agora, algumas dica de aplicativo daqueles tipo, salva vida: ALEITAMENTO. O aplicativo te ajuda a manter uma lista da ultima mamada, que seio foi e quanto tempo durou. Além de ter dicas sobre posições, sobre amamentação, etc. :)
Ao lado - fotos do cronometro do aplicativo e do avatar caso tenha mais de um aplicativo com o mesmo nome. Todos os artigos e configurações do aplicativo são em português.

Vou lá, a Lee me chama, querendo mamar, claro! :)

Boa hora para todas, e felicidades, acredite ela virá!


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Diário de uma Inducão - parte 1

Então, chegou o momento.

-- Vou postar vídeos e fotos no Instagram: Letishbr --

Depois de aceitar que fazer uma indução seria a rota de parto a se tomar - pela idade da placenta e outras variáveis - ontem, peguei minha malinha da maternidade (que a esta altura do campeonato já foi arrumada 1768 vezes) e fomos para o hospital.

Por fazer o parto em hospital público, não tem hora marcada, você chega e espera a sua vez. Chegando na recepção da maternidade já pude ver que talvez aquele não seria o dia. Todas as salas de parto ocupadas, e outras mulheres (já em trabalho de parto) esperando sua vez entre uma contração e outra.

De todas as maneiras, o médico plantonista me atendeu. Um amor de pessoa! Depois de fazer todos os exames e constatar o que eu já sabia - que não estou nem perto de entrar em trabalho de parto - ele me aconselhou a voltar na segunda feira ou na terça para finalmente fazer a tal da indução.

Apesar da frustração, algo bom aconteceu! :) Pude conversar com o médico sobre os métodos de indução e decidir qual é o melhor para mim. Entre o médico, meu marido e eu, decidimos que terça feira será o dia então. Então hoje passei o dia pesquisando os métodos que ele mencionou.

Fiquei em choque ao descobrir que quase não há informações na internet em português sobre métodos de indução. Fiquei ainda mais em choque ao descobrir que minhas amigas que já são mães no Brasil não sabiam se quer o significado da palavra! "Mas é cesárea?"-- Não, não é cesárea! É simplesmente dar uma ajuda hormonal para que se inicie o trabalho de parto normal.

As melhores informações que encontrei foram em sites portugueses, já que em Portugal a maioria dos partos (como na maior parte do planeta) é normal! Para quem quer saber mais, aqui vai um link bom que encontrei:


Das técnicas mencionadas pelo médico no hospital, a primeira (e espero que única)  que optei por tentar foi a do gel de prostaglandinas. 

"Caso o colo do útero ainda não tenha passado pelo amadurecimento necessário, este processo pode ser estimulado através da aplicação de gel com prostaglandinas na zona, através da qual se costuma desencadear o parto ao fim de seis a doze horas. Mesmo que o parto não comece espontaneamente ao fim deste período de tempo, a técnica terá sido útil para se conseguir o necessário amadurecimento do colo do útero, o que permite recorrer a outras técnicas."

Ontem mesmo no hospital, encontrei com a prima do meu marido que também teve que induzir, mas de emergência, uma vez que ela teve uma gravidez bem conturbada e o neném nasceria com necessidades especiais. Ela foi induzida com o gel ontem a noite, e hoje pela manhã a menina dela nasceu. Estão todos passando bem e felizes.

Em fóruns em português, quando postei a pergunta sobre que métodos seriam usados e quem já tinha passado por isso, só vieram histórias de terror. Nos fóruns gringos, as mamães se concentraram na pergunta e só me descreveram métodos de indução pelos quais elas passaram. 

Deixo aqui um alerta para nós todas: cada corpo é uma história diferente. Leia, pesquise, e não fique assustada com as histórias de terror que se contam por ai. Na minha pesquisa descobri VÁRIAS mães que tiveram parto induzido e normais com experiências maravilhosas. Muitas vezes elas se sentem inibidas e até mesmo culpadas em compartilhar suas histórias boas em vista das histórias ruins. E posso dizer, que dessa mini-pesquisa a MAIORIA das experiências foram boas e tranquilas! 

Enquanto esperamos por amanhã, fui a praia, me enchi de pão de queijo que minha mãe trouxe do Brasil, continuo fazendo meus exercícios com a bola de ioga, dei mais uma arrumadinha na casa... e me controlei para não dar outro banho no pobre do meu cachorro! :) 

Amanhã, vou postando do hospital pelo meu telefone. Quando o trabalho de parto começar vou tentar fazer um vídeo para postar aqui. Calma! Nada muito gráfico, mas simplesmente para relatar a minha experiência e se possível, ajudar alguém que vai passar pela mesma situação! 

Beijos, e amanhã ... É O DIA!!!!!! 

Letícia