quinta-feira, 19 de março de 2015
5 - 9
5h: Acordar, tomar banho, escovar os dentes, e fazer o cabelo.
5:30h: Se vestir, o que praticamente significa que não gostei da roupa que escolhi no dia anterior e que a roupa PERFEITA está no fundo do armario, debaixo de todas as outras roupas menos perfeitas!
5:45: Começar a me maquiar...
5:50h: A Lee acorda, hora de alimentar a pequena -- Um olho maquiado decentemente e o outro parecendo um guaxim.
6h: CORRERIA! Levar o Stewie para dar uma volta...de 5 minutos!
6:10h: Ultima olhada no espelho, calçar o sapato e correr para o ponto de ônibus.
6:20: No ônibus, respondendo emails do celular, mandando instruções para o marido, checando a conta de banco (desespero momentâneo), e lendo as notícias.
7h - 15:30: No escritório, reuniões (muitas inuteis), emails (Spam, spam, spam, um que presta, lista de To Do do chefe sem noção, spam, mais um para a lista de To Do), reunião diária com o chefe e suas ideias mirabolantes, escutar desabafo dos colegas, mais reuniões, e acabou o dia.
15:30h: Correr para o ponto de ônibus
16h: No ônibus a caminho da creche para buscar a pequena. Mesma rotina da manhã: emails, Facebook, ligar de volta para quem não pude atender durante o dia, Pensando no jantar.
16:40: Chego na creche, pego a Lee e vamos caminhando para casa.
17h: Chegando em casa, trocar a Lee, colocar ela para brincar um pouco enquanto varro a casa, tiro pó, passo pano e lavo a louça do dia anterior, tudo entre uma reclamação e outra dela.
17:30h: Levar o Stewie para passear com a Lee.
18h: Dar comida para Lee e começar a preparar o jantar.
18:30h: Marido chega, brinca com ela enquanto me conta como foi o dia e as panelas no fogo, e colocando as roupas para lavar
19h: Banho na Lee
19:30h: Ultima mamadeira do dia e colocar a Lee para dormir.
20h: Sentar para jantar com o marido, enquanto vemos as notícias e conversamos sobre o mundo cão. Uma hora para relxar, rir, tomar um vinho ... enquanto ele vai tirar as roupas da maquina de lavar.
21h: Coma profundo.
Mal posso esperar para ter o segundo filho.... quando a Lee já estiver na faculdade e eu aposentada.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Instruções, com foto
Voltei a trabalhar e chegou o momento do que eu gosto de chamar: "jogo do calendário". Sim, eu e me marido somos do tipo que fazemos eventos no iCalendar e mandamos convite um para outro, se não o meio de campo embola.
E o resto foi algo do tipo: cadê a capa de chuva do carrinho, pergunta na creche se está lá, porque se você deixou no carrinho... Já era! Alguém robou. Não o culpei, deixei ele pensar numa resposta convincente caso ele realmente tivesse deixado a capa dando mole na entrada do prédio. Fiz isso porque eu amo ele e não quero passar o resto da minha vida na cadeia por homicídio doloso.
Então, com a minha volta ao trabalho fica assim: ele deixa a Lee na creche e eu busco. Esta semana, excepcionalmente, eu levo e ele busca. Marido tá em casa "muito doente" com 37 graus de febre...
Ontem, foi o primeiro dia. Chego em casa esbaforida porque praticamente corri do ponto de ônibus até o prédio e subi 4 andares de escada, porque eu gosto de sofrer e ansiosa para ver a carinha da Lilica!! Chego e meu marido esta todo bonitinho dando maçã para ela e ela toda feliz. Lindo! Até que vi que estava faltando meia, casaco, e lembrei que não tinha visto a capa de chuva do carrinho quando passei correndo por ele na entrada do prédio.
Pra variar, pergunto onde estão as coisas e ele me faz aquela Cara de Marido, de tipo, não tenho ideia do que se tratam essas palavras saindo da sua boca!
Tava cansada e decidi que ia ficar para o dia seguinte porque ainda tinha que dar banho na Lee, amamentar, colocar ela pra dormir, cozinhar, tomar banho, estudar e, em algum ponto da noite dormir. Comecei a delegar igual faço no trabalho porque não tem como fazer tudo ao mesmo tempo. Você faz isso, eu faço aquilo, uma mão lava a outra e as duas lavam a cara.
Hoje, resolvi fotografar e mandar instruções claras do que ele tinha que fazer e se lembrar. Meu marido é ótimo arrumando as contas e burocracia, mas completamente perdido quando se trata da filha. É igual colocar um gato dentro da máquina de lavar roupa.
Para não ver esta mesmíssima cara hoje, resolvi deixar instruções para o
Marido, com fotos:
"Oi amor! Isso era o que ela estava vestindo quando foi pra a creche. Por favor, certifique-se que ela volte com tudo para a casa" -- foto dapequena.
"Quando você voltar com ela, por favor, cubra o carrinho se não o gato de rua vai pensar que é cama para ele. O lençol que uso para cobrir o carrinho está na parte de baixo. Cubra deste jeito: .... "
E o resto foi algo do tipo: cadê a capa de chuva do carrinho, pergunta na creche se está lá, porque se você deixou no carrinho... Já era! Alguém robou. Não o culpei, deixei ele pensar numa resposta convincente caso ele realmente tivesse deixado a capa dando mole na entrada do prédio. Fiz isso porque eu amo ele e não quero passar o resto da minha vida na cadeia por homicídio doloso.
Estou a caminho de casa agora, depois de uma longa jornada de trabalho. Ansiosa para ver a minha pequena com todas as suas peças de roupa e a capa de chuva do carrinho!
Se hoje as instruções deram certo, amanhã a gente repete o mesmo esquema e isso se chama casamento.
quarta-feira, 11 de março de 2015
Então separa.
Todo mundo sabe que casais brigam e passam por períodos de crises conjugais. Isso é normal, se até irmãos brigam, imagine duas pessoas que vieram de mundos completamente diferentes? Imagine então uma família multi-cultural como a nossa? Não é fácil.
No nosso primeiro ano de casamento tivemos uma daquelas crises conjugais de cunho existencial, sabe como é? Aquelas brigam onde o futuro do casal é definido. Passamos semanas sem nos falar, meses sem nos tocarmos, e muita briga no meio tempo. Veio a pergunta: erramos?!
Algumas amigas, com certeza bem intencionadas diziam: "se esta infeliz por que vocês não se separam?". Como se a vida fosse simples assim. Os problemas nem sempre matam o amor e uma vez casados a nossa obrigação é seguir tentando e esgotar todas as possibilidades de reconciliação. Eu não estava sofrendo nenhum tipo de abuso ou nada do tipo. Os problemas eram de natureza cultural e por falta de comunicação. Então, apesar dos bem intencionados conselhos, eu resolvi tentar.
O primeiro passo foi conversar. O básico. Para ver se ainda havia algo em incomum a ser resgatado. Conversamos por muitas horas. Um dia inteiro trancados em casa, telefone, TV, computador, tudo desligado e só nós. Tinha a hora do choro, a hora do silêncio, a hora de jogar a culpa no outro, a hora de dizer tudo que pensava mas não falava, e a hora de se abraçar. Para os homens não é tão fácil se expressar como para nós mulheres, e para nós não é tão fácil "só deixar pra lá". O desafio estava em encontrar o meio termo entre: conversar as coisas que tinham que ser conversadas, e deixar pra lá as coisas que tinham que morrer.
E depois daquele dia inteiro e meses de trocar farpas, decidimos que realmente tínhamos chegado ao fim. Cada um ia seguir com a sua vida e muito obrigada. Para mim a mudança era mais extrema. Isto significava voltar para o Brasil, deixar para atrás a vida que tinha construído em Israel e tudo mais. Cada um foi para um quarto separado e assim estivemos por algumas semanas enquanto eu iria organizar minhas coisas para voltar para o Brasil.
Ele tinha vergonha de falar para a família dele.
Eu disse tudo para a minha.
E assim, vivendo como companheiros de apartamento, nos reencontramos. Deixamos tudo acontecer mais naturalmente ao invés de forçar conversas. Ao poucos, com o passar dos dias fomos resolvendo um problema de cada vez, um desentendimento de cada vez e nesse passo aprendemos a nos comunicar. A comunicação que ia além dos idiomas que falávamos. Aprendemos a respeitar o ritmo um do outro. Renovamos os votos, e seguimos em frente.Demorou, e ainda estamos no processo e estaremos nesse processo pelo resto das nossas vidas.
Quando converso com as amigas solteiras que estão buscando por um companheiro -- já quero dizer que tenho amigas que não querem casar nunca e apoio a decisão delas! Ninguém precisa casar para ser feliz. -- sempre vejo a expectativa de algo que pode não existir. A paixão aproxima, mas o amor e o respeito é que faz um relacionamento durar. Respeito e amor que são construídos e fortalecidos no dia a dia, com os problemas e as alegrias dessa vida.
Nunca é fácil, os filhos veem e ai é que o meio de campo embola ainda mais! "Eu cresci assim", "Eu cresci assado", "Dessa forma é melhor", e muitos outros assuntos de discórdia. De repente "Você culpa seus pais por tudo, isso é um absurdo. São crianças como você" de "Pais e filhos" do Legião Urbana faz MUITO mais sentido. Com filhos deixamos o ego de lado e pensamos no bem comum, então por que tanta briga? Com cada assunto temos que lembrar um ao outro que o objetivo é dar o melhor para a nossa filha, e assim os ânimos se acalmam.
Nós LITERALMENTE estabelecemos as regras antes de entrar em qualquer discussão agora. Quando o assunto começa a ficar mais intenso é a hora de dar uma pausa e relembrar as regras. Isso faz com que a briga seja limpa e justa. Discordar não é o problema, atacar e culpar sim. Algumas das nossas regras (Eu sei, parece surreal, mas funciona aqui em casa!):
- Não trazer à tona o passado; magoas antigas não ganham discussão alguma, só criam novas feridas
- Sem grito
- Sem sarcasmo
- Sem insultos
Acredito que hoje nos "encontramos" de vez e voltamos à Lua de Mel!
Espera... não! Falei cedo demais...
*** Marriage Under Construction***
No nosso primeiro ano de casamento tivemos uma daquelas crises conjugais de cunho existencial, sabe como é? Aquelas brigam onde o futuro do casal é definido. Passamos semanas sem nos falar, meses sem nos tocarmos, e muita briga no meio tempo. Veio a pergunta: erramos?!
Algumas amigas, com certeza bem intencionadas diziam: "se esta infeliz por que vocês não se separam?". Como se a vida fosse simples assim. Os problemas nem sempre matam o amor e uma vez casados a nossa obrigação é seguir tentando e esgotar todas as possibilidades de reconciliação. Eu não estava sofrendo nenhum tipo de abuso ou nada do tipo. Os problemas eram de natureza cultural e por falta de comunicação. Então, apesar dos bem intencionados conselhos, eu resolvi tentar.
O primeiro passo foi conversar. O básico. Para ver se ainda havia algo em incomum a ser resgatado. Conversamos por muitas horas. Um dia inteiro trancados em casa, telefone, TV, computador, tudo desligado e só nós. Tinha a hora do choro, a hora do silêncio, a hora de jogar a culpa no outro, a hora de dizer tudo que pensava mas não falava, e a hora de se abraçar. Para os homens não é tão fácil se expressar como para nós mulheres, e para nós não é tão fácil "só deixar pra lá". O desafio estava em encontrar o meio termo entre: conversar as coisas que tinham que ser conversadas, e deixar pra lá as coisas que tinham que morrer.
E depois daquele dia inteiro e meses de trocar farpas, decidimos que realmente tínhamos chegado ao fim. Cada um ia seguir com a sua vida e muito obrigada. Para mim a mudança era mais extrema. Isto significava voltar para o Brasil, deixar para atrás a vida que tinha construído em Israel e tudo mais. Cada um foi para um quarto separado e assim estivemos por algumas semanas enquanto eu iria organizar minhas coisas para voltar para o Brasil.
Ele tinha vergonha de falar para a família dele.
Eu disse tudo para a minha.
E assim, vivendo como companheiros de apartamento, nos reencontramos. Deixamos tudo acontecer mais naturalmente ao invés de forçar conversas. Ao poucos, com o passar dos dias fomos resolvendo um problema de cada vez, um desentendimento de cada vez e nesse passo aprendemos a nos comunicar. A comunicação que ia além dos idiomas que falávamos. Aprendemos a respeitar o ritmo um do outro. Renovamos os votos, e seguimos em frente.Demorou, e ainda estamos no processo e estaremos nesse processo pelo resto das nossas vidas.
Quando converso com as amigas solteiras que estão buscando por um companheiro -- já quero dizer que tenho amigas que não querem casar nunca e apoio a decisão delas! Ninguém precisa casar para ser feliz. -- sempre vejo a expectativa de algo que pode não existir. A paixão aproxima, mas o amor e o respeito é que faz um relacionamento durar. Respeito e amor que são construídos e fortalecidos no dia a dia, com os problemas e as alegrias dessa vida.
Nunca é fácil, os filhos veem e ai é que o meio de campo embola ainda mais! "Eu cresci assim", "Eu cresci assado", "Dessa forma é melhor", e muitos outros assuntos de discórdia. De repente "Você culpa seus pais por tudo, isso é um absurdo. São crianças como você" de "Pais e filhos" do Legião Urbana faz MUITO mais sentido. Com filhos deixamos o ego de lado e pensamos no bem comum, então por que tanta briga? Com cada assunto temos que lembrar um ao outro que o objetivo é dar o melhor para a nossa filha, e assim os ânimos se acalmam.
Nós LITERALMENTE estabelecemos as regras antes de entrar em qualquer discussão agora. Quando o assunto começa a ficar mais intenso é a hora de dar uma pausa e relembrar as regras. Isso faz com que a briga seja limpa e justa. Discordar não é o problema, atacar e culpar sim. Algumas das nossas regras (Eu sei, parece surreal, mas funciona aqui em casa!):
- Não trazer à tona o passado; magoas antigas não ganham discussão alguma, só criam novas feridas
- Sem grito
- Sem sarcasmo
- Sem insultos
Acredito que hoje nos "encontramos" de vez e voltamos à Lua de Mel!
Espera... não! Falei cedo demais...
*** Marriage Under Construction***
sábado, 7 de março de 2015
Cachorro e bebê
Quando anunciamos aos amigos que eu estava grávida, uma das primeiras perguntas foi: "O que vocês vão fazer com o Stewie?!". Como se abandonar ele fosse uma opção. Nunca foi. Só para mostrar o nível de inteligência emocional dos nossos pets, vou compartilhar umas histórias com vocês sobre o nosso labrador.
Há duas semanas meu marido esta viajando a trabalho e estamos somente eu, Lee e Stewie em casa. Desde o momento que meu marido começou a arrumar as malas o Stewie nem dormia direito. Passa a noite andando pela casa, ia até onde estava a mala, cheirava e voltava para a cama dele. No dia que meu marido foi embora, o Stewie sentou junto a porta e chorou por 40 minutos seguido. Não tinha osso nesse mundo que aliviasse a dor dele. Desde então, todos os dias, algumas vezes ao dia ele vai ao nosso quarto olhar e cheirar, para ver se o pai voltou. Dá dó.
Quando a Lee nasceu, meu marido trouxe a calça do pijama do dela para que o Stewie cheirasse. Assim quando ela chegasse ele poderia identificar o cheiro. A Lee tem 6 meses, e há mesma quantidade de tempo ele dorme com a calça do pijama dela. E ai de quem tirar a calça de perto dele. Acredite, já tentamos. No dia que a trouxemos para a casa ele queria passar o dia perto dela, deitava ao pé do berço. E mesmo com seus 45kg, ele é gentil como um passarinho quando esta perto dela! Chega a ser inacreditável.
Amo ele. Não nos arrependemos de ter adotado o nosso pequeno gigante. E tenho certeza de que a Lee vai amar ele mais do que qualquer um de nós. Ele é o companheiro dela. Mas com certeza tivemos que preparar o nosso "primogênito"para a chegada do bebê. Algumas das coisas que fizemos:
- Deixamos ele cheirar tudo novo que estava entrando em casa para a Lee. Roupas, tapete, fraldas, tudo passou pela inspeção dele.
- Quando amigos que tinham bebê vinham visitar deixamos ele interagir com o bebê; claro, com a permissão dos pais.
- Um dia antes de trazer a Lee para casa demos a calça do pijama dela para ele cheirar e se familiarizar.
- Hoje, deixamos ele ter contato com ela sempre supervisionado, mas deixamos. E assim um começa reconhecer o outro.
É claro que já teve crise de ciúme. Ele tentando pegar os brinquedos dela, ou destruir as fraldas sujas que estavam no lixo. Cachorro também faz pirraça. :) Geralmente essas reações acontecem depois dele ser corrigido por alguma coisa errada. Chega a ser engraçado as vezes! É literalmente ter dois filhos!
Mas para o que der e vier, ele esta sempre lá! Então se você está gravida e tem duvidas quanto ao seu animal de estimação, pergunte ao seu médico se existe algum problema em ter tanto o bebê quanto o animalzinho em casa. Se não tiver, prepare-se!!! É fofura que não acaba mais!
Ame seus bichinhos porque eles com certeza amam você. Eles sentem frio, medo, amor, tristeza, por vezes inseguros e por isso merecem nosso amor e atenção.
Cresci com cachorros e estou feliz de proporcionar a minha filha a mesma experiência.Aqui vão algumas fotos da nossa família para vocês. Beijos para os bebês e para os bebês de quatro patas!!!
Há duas semanas meu marido esta viajando a trabalho e estamos somente eu, Lee e Stewie em casa. Desde o momento que meu marido começou a arrumar as malas o Stewie nem dormia direito. Passa a noite andando pela casa, ia até onde estava a mala, cheirava e voltava para a cama dele. No dia que meu marido foi embora, o Stewie sentou junto a porta e chorou por 40 minutos seguido. Não tinha osso nesse mundo que aliviasse a dor dele. Desde então, todos os dias, algumas vezes ao dia ele vai ao nosso quarto olhar e cheirar, para ver se o pai voltou. Dá dó.
Quando a Lee nasceu, meu marido trouxe a calça do pijama do dela para que o Stewie cheirasse. Assim quando ela chegasse ele poderia identificar o cheiro. A Lee tem 6 meses, e há mesma quantidade de tempo ele dorme com a calça do pijama dela. E ai de quem tirar a calça de perto dele. Acredite, já tentamos. No dia que a trouxemos para a casa ele queria passar o dia perto dela, deitava ao pé do berço. E mesmo com seus 45kg, ele é gentil como um passarinho quando esta perto dela! Chega a ser inacreditável.
Amo ele. Não nos arrependemos de ter adotado o nosso pequeno gigante. E tenho certeza de que a Lee vai amar ele mais do que qualquer um de nós. Ele é o companheiro dela. Mas com certeza tivemos que preparar o nosso "primogênito"para a chegada do bebê. Algumas das coisas que fizemos:
- Deixamos ele cheirar tudo novo que estava entrando em casa para a Lee. Roupas, tapete, fraldas, tudo passou pela inspeção dele.
- Quando amigos que tinham bebê vinham visitar deixamos ele interagir com o bebê; claro, com a permissão dos pais.
- Um dia antes de trazer a Lee para casa demos a calça do pijama dela para ele cheirar e se familiarizar.
- Hoje, deixamos ele ter contato com ela sempre supervisionado, mas deixamos. E assim um começa reconhecer o outro.
É claro que já teve crise de ciúme. Ele tentando pegar os brinquedos dela, ou destruir as fraldas sujas que estavam no lixo. Cachorro também faz pirraça. :) Geralmente essas reações acontecem depois dele ser corrigido por alguma coisa errada. Chega a ser engraçado as vezes! É literalmente ter dois filhos!
Mas para o que der e vier, ele esta sempre lá! Então se você está gravida e tem duvidas quanto ao seu animal de estimação, pergunte ao seu médico se existe algum problema em ter tanto o bebê quanto o animalzinho em casa. Se não tiver, prepare-se!!! É fofura que não acaba mais!
Ame seus bichinhos porque eles com certeza amam você. Eles sentem frio, medo, amor, tristeza, por vezes inseguros e por isso merecem nosso amor e atenção.
Cresci com cachorros e estou feliz de proporcionar a minha filha a mesma experiência.Aqui vão algumas fotos da nossa família para vocês. Beijos para os bebês e para os bebês de quatro patas!!!
terça-feira, 3 de março de 2015
Uma daquelas...
Hoje foi o primeiro dia da Lee na creche. Ainda tenho uma semana de licença maternidade e programamos para a pequena começar a creche justamente nesta semana por causa do tempo de adaptação.
Há meses venho me preparando psicológicamente, repetindo aqueles mantras que toda mãe diz, coisas do tipo: "vai ser melhor para ela"; "Preciso voltar a trabalhar, vai ser bom para mim também"; "Ela vai ficar bem"; "Tudo vai ficar bem"; e por aí vai. E sim, no final tudo realmente fica bem. Então, estava confiante que, sim, eu estava preparada para o próximo passo e o segundo corte do cordão umbilical.
Até hoje, no dia D, quando diante de outras mães e das meninas da creche eu desatei a chorar enquanto lia a lista de coisas para trazer. Sim, eu sou uma dessas mães e não sabia. Tentei explicar para uma amiga sem filhos o que é que eu estava sentindo e não tem como. Sempre achei "Você só vai entender quando for mãe" era algo que minha mãe dizia para que eu me sentisse culpada, mas não. É real.
Algumas coisas que só mãe entende:
1) você sente saudade do rostinho do seu bebê enquanto ele dorme
2) Nada te deixa mais feliz do que uma fralda suja depois de um dia de prisão de ventre
3) Estar longe do seus filhos é como se te faltasse um braço, uma perna, e até o coração.
4) Um sorriso do seu bebê cura até enxaqueca
5) Seu bebê pode até não falar ainda, mas a mãe começa a entender olhares, suspiros, choros e gritinhos.
6) Cada nova habilidade desenvolvida pelo seu bebê é uma conquista sua.
7) Olhar para o seu bebê e pensar: "FUI EU QUE FIZ", literalmente
8) Não sei como, mas enquanto o seu bebê dorme você é capaz de até trazer paz ao Oriente Médio! Soneca do bebê é a hora de produtividade ao cubo!
9) Dormir é para os fracos. Mãe não dorme, mãe descansa o olho.
10) Mãe não tem paciência, tem amor sem fim, amor que aguenta e sustenta.
E a última... Não existem pais/mães perfeitos, mas sim idiotas que se acham perfeitos no Facebook!
Há meses venho me preparando psicológicamente, repetindo aqueles mantras que toda mãe diz, coisas do tipo: "vai ser melhor para ela"; "Preciso voltar a trabalhar, vai ser bom para mim também"; "Ela vai ficar bem"; "Tudo vai ficar bem"; e por aí vai. E sim, no final tudo realmente fica bem. Então, estava confiante que, sim, eu estava preparada para o próximo passo e o segundo corte do cordão umbilical.
Até hoje, no dia D, quando diante de outras mães e das meninas da creche eu desatei a chorar enquanto lia a lista de coisas para trazer. Sim, eu sou uma dessas mães e não sabia. Tentei explicar para uma amiga sem filhos o que é que eu estava sentindo e não tem como. Sempre achei "Você só vai entender quando for mãe" era algo que minha mãe dizia para que eu me sentisse culpada, mas não. É real.
Algumas coisas que só mãe entende:
1) você sente saudade do rostinho do seu bebê enquanto ele dorme
2) Nada te deixa mais feliz do que uma fralda suja depois de um dia de prisão de ventre
3) Estar longe do seus filhos é como se te faltasse um braço, uma perna, e até o coração.
4) Um sorriso do seu bebê cura até enxaqueca
5) Seu bebê pode até não falar ainda, mas a mãe começa a entender olhares, suspiros, choros e gritinhos.
6) Cada nova habilidade desenvolvida pelo seu bebê é uma conquista sua.
7) Olhar para o seu bebê e pensar: "FUI EU QUE FIZ", literalmente
8) Não sei como, mas enquanto o seu bebê dorme você é capaz de até trazer paz ao Oriente Médio! Soneca do bebê é a hora de produtividade ao cubo!
9) Dormir é para os fracos. Mãe não dorme, mãe descansa o olho.
10) Mãe não tem paciência, tem amor sem fim, amor que aguenta e sustenta.
E a última... Não existem pais/mães perfeitos, mas sim idiotas que se acham perfeitos no Facebook!
Força meninas!!!
Leticia.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
DIY - Renovando móvel velho.
Temos duas cadeiras aqui em casa que já vieram de segunda mão. Na verdade temos muita coisa de segunda mão aqui, mas essas eram as únicas peças que estavam meio acabadinhas. Apesar disso, eu amo as cadeiras!
Bom, agora falta a segunda cadeira...
Um par simples, mas clássico, antigo e de madeira de verdade. A cada mudança eu carrego elas comigo, mesmo com o marido protestando atrás! Por que? Porque o plano era reformar as cadeiras, mas há 5 anos estou dizendo isso e fazendo absolutamente nada a respeito!
Não fazia nada porque tinha preguiça de buscar alguém que fizesse, e mesmo que encontrasse não ia querer negociar. Meu digníssimo tão pouco ajudaria porque por ele as cadeiras já tinham virado pó. E para fazer eu mesma tinha que ser de forma simples porque eu sou desastrada. Sou mesmo! Adoro projetos DYI mas se for muito difícil corro risco de tocar fogo na casa! Então, todos os que eu posto aqui são à prova de bobos, como eu.
Não fazia nada porque tinha preguiça de buscar alguém que fizesse, e mesmo que encontrasse não ia querer negociar. Meu digníssimo tão pouco ajudaria porque por ele as cadeiras já tinham virado pó. E para fazer eu mesma tinha que ser de forma simples porque eu sou desastrada. Sou mesmo! Adoro projetos DYI mas se for muito difícil corro risco de tocar fogo na casa! Então, todos os que eu posto aqui são à prova de bobos, como eu.
Agora, no fim da licença maternidade, tomei coragem! E decidi que ia fazer eu mesma! Peguei um daqueles tutoriais no Pinterest, traduzi a lista de materiais necessários e fui na loja com a listinha no meu pobre hebraico para comprar as coisas.
1) lixa
2) tinta à base de água
3) pincel
4) luvas
Ou seja, 4 coisas! Um projeto que requer só isso não podia ser difícil! E realmente não foi.
Lixei a cadeira para que a tinta se fixasse bem e porque foi isso que todos os tutorais me mandaram fazer, tirei o acolchoado, e pintei a bendita cadeira! :) me senti tão corajosa que resolvi até improvisar um forro novo para a cadeira! E deu certo!
Algumas informações importantes:
- A tinta demorou 12 horas para secar totalmente e sair aquele cheiro, então coloque para secar em lugar arejado
- Tinta à base de água é mais fácil de limpar e menos tóxica, ideal para quem tem filho e/ou animais de estimação.
Estava toda empenhada enquanto a Lee e o Stewie me olhavam de longe. Entre lixar e pintar foram-se uns 40 minutos. O acolchoado demorou um pouco mais porque tive que improvisar, mas saiu. Depois da cadeira pronta eu queimava de orgulho! Tanto que ninguém vai poder sentar nela.
Algumas informações importantes:
- A tinta demorou 12 horas para secar totalmente e sair aquele cheiro, então coloque para secar em lugar arejado
- Tinta à base de água é mais fácil de limpar e menos tóxica, ideal para quem tem filho e/ou animais de estimação.
Estava toda empenhada enquanto a Lee e o Stewie me olhavam de longe. Entre lixar e pintar foram-se uns 40 minutos. O acolchoado demorou um pouco mais porque tive que improvisar, mas saiu. Depois da cadeira pronta eu queimava de orgulho! Tanto que ninguém vai poder sentar nela.
Bom, agora falta a segunda cadeira...
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Crônica - Criando Filhos Para o Mundo
Estava conversando conversando com uma amiga sobre coisas da vida, para variar. Em duas semanas volto a trabalhar, em duas semanas a Lee vai para a creche. Meu instinto materno me faz tremer só de pensar que a pequena vai estar longe de mim, sendo cuidada por outra pessoa e não vou estar perto para protegê-la. E ai minha amiga repetiu a sabedoria milenar que faz com que nós, mamães, aceitemos o inevitável: "Criamos filhos para o mundo".
Pensei bastante sobre isso nestes últimos dias. Na profundidade dessa verdade e nas implicações reais dela. Olhei para a minha própria vida. Sai de casa aos 20 anos, fui morar bem longe, nos EUA. Naquele mesmo ano meu pai tinha falecido, minha mãe desempregada, meu irmão ainda menor idade, meu tio no hospital, família em crise financeira. Naquele ano a vida começou de uma maneira e terminou de outra para todos nós.
Para mim foi difícil aceitar todas as mudanças, mas hoje me coloco no lugar da minha mãe. Sem forma de manter a família, o marido que faleceu, sozinha com os filhos. Olhando para aquele tenebroso ano de 2005, tenho que dizer que minha mãe foi uma rocha. E toda a criação que ela nos deu foi testada num batismo de fogo.
Hoje, se eu sei me virar nesse mundo cão, devo a ela. Devo ao fato de que ela aceitou que me criava para o mundo. Sei hoje o quanto o coração dela se preocupava cada vez que estávamos longe do olhar protetor dela, mesmo assim, fomos a creches, escolas, passeios, fomos brincar na casa de amigos, viagens, tudo sem ela. Quando cheguei aos EUA, passei o primeiro dia no meu novo quarto olhando para o teto e chorando, como criança pequena, eu queria minha mãe.
2015.... 10 anos se passaram, e continuo vivendo no exterior. Num país tecnicamente considerado zona de guerra. Não satisfeita, ainda resolvi ter a neta dela aqui, longe. Mas agora como mãe, entendo cada telefonema preocupado, cada olhar cheio de dúvida e cada abraço apertado cheio de "fica debaixo das minhas asas".
Cada mãe, cada pai, vive e morre com a dúvida: será que ele/ela vai ficar bem? Essa preocupação que nunca acaba, faz parte da descrição de trabalho de toda mãe. E a única coisa que temos para aguentar essa barra é a fé de há um Deus que se preocupa ainda mais, e Ele sim está com os nossos pequenos o tempo todo.
Ser criado para o mundo é ser criado com a segurança de que não importa onde você estiver ou o que acontecer, você é amado. É ser criado para lidar com as situações dessa vida, e além disso tudo, é ser criado para aqueles dias quando os nossos pais já não estão mais aqui. E mesmo diante das coisas mais terríveis desse mundo ter compaixão, amor, fé, sabedoria, humildade e honestidade. Isso é ser criado para o mundo.
Cada um de nós nasce e cresce para servir um propósito nessa vida. Não estou falando somente de ser o próximo Steve Jobs, ou coisa do tipo, mas temos que lembrar de que desde a presidência até os trabalhos mais simples e esquecidos no mundo servem para o bem comum da nossa sociedade. O médico, o lixeiro, o advogado, atores, músicos, engenheiros, escritores, professores e assim por diante, tem como propósito fazer a maquina da sociedade funcionar e dar continuidade a raça humana da melhor maneira possível.
Tenho que criar a Lee para ser alguém que um dia pode curar uma pessoa, dirigir uma nação, ou simplesmente trazer a alegria para a vida de outros. Para ser parte ativa desse mundo, para combater ideologias repressivas e absurdas, praticar o bem, e fazer a parte dela nessa sociedade que parte fundamental da nossa existência. Ir para a creche e interagir com outras crianças é o primeiro passo dessa longa (se Deus quiser) jornada que será a vida dela.
A natureza faz com que os pais queiram super protetores, e a mesma natureza faz com que os filhos queiram ser super independentes. Mas como tudo na vida, o ideal é estar no equilíbrio, sem pesar em nenhum dos extremos.
Termino deixando um artigo do Just Real Moms que achei muito legal: "9 Habilidades Essências Que Toda Criança Deve Aprender".
Um abraço forte para você e outro para sua mãe! :)
Letícia.
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