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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Primeiro Filho e a pouca memoria do telefone

*** 3h da manhã. A pequena gripada e eu tb. Ela voltou a dormir. Eu, não.***

Uma vez olhando os albúms de família, percebi que eu tinha 3 albúms completamente dedicados a mim - a primogênita - e apenas um para o meu irmão. Ao interrogar a minha mãe sobre o fato, ela me explicou que com o primeiro filho, como tudo é novo para os pais, existe a vontade de guardar cada momento. Com o segundo, estão menos preocupados em guardar fisicamente essas memórias, porém mais preocupados em vivenciar cada segundo, porque o tempo passa muito rápido. 

E aqui estou eu, com um pequeno problema da era digital: não tem espaço nos cartões de memória nem da camêra, nem do celular, nem do computador...de tanta foto e vídeo da Lee. Meu medo era perder todo esse histórico, e foi então que uma amiga sugeriu criar uma conta de Gmail para a Lee e mandar tudo isso para ela com histórias. E que quando ela crescesse tivesse acesso a tal conta. 

Criei uma conta para ela e desde então resolvi o problema de memória dos aparelhos! Primeiro, porque há limitação de quantas fotos se pode mandar a cada email. Segundo, porque cada email vem acompanhado de alguma história, te faz pensar em quais fotos/videos guardar ou não. Terceiro, por ter acesso a conta, eu tenho sempre as fotos em mãos quando preciso. 

Claro que por essas razões existem albúms no Facebook e no Instagram  - que TAMBÉM uso - não só de likes vive o homem, minha gente! Essas ferramentas podem ser usadas como Nuvens de Armazenamento de dados! E para aqueles que como eu gostam ainda de ter fotos físicas, existem inúmeros serviços que acessam essas contas, "revelam" essas fotos, e entregam em casa! :) Como por exemplo: Shutterfly, Snapfish, uniko, etc.  

Como aqui em casa, tanto eu como meu marido trabalhamos com HighTech, além de todos esses serviços de nuvem e o email, também temos 5 external hardrives, cada um com um tera de memória...porque somos exagerados assim! 

Fotografia para mim é algo que nos transporta a tempos que não voltam mais. Por isso, pode me chamar de maníaca, mas prezo pela preservação da história da família, especialmente quando se é uma expatriada como eu! :) 

Stewie veio reclamar que a luz esta incomodando ele, LITERALMENTE! Apaguei a luz e ele voltou para a cama dele para dormir. Acho que vou fazer o mesmo! 



Para fechar, fica a dica GRÁTIS de como preservar todas aquelas milhares de fotos dos pequenos no celular: crie um Gmail para eles! Não sei se daqui há alguns anos as pessoas ainda usaram email, mas pelo menos fica tudo organizado num lugar só, e o mais importante é que ficam "resgatáveis". 

Beijos!!!  



quarta-feira, 11 de março de 2015

Então separa.

Todo mundo sabe que casais brigam e passam por períodos de crises conjugais. Isso é normal, se até irmãos brigam, imagine duas pessoas que vieram de mundos completamente diferentes? Imagine então uma família multi-cultural como a nossa? Não é fácil.

No nosso primeiro ano de casamento tivemos uma daquelas crises conjugais de cunho existencial, sabe como é? Aquelas brigam onde o futuro do casal é definido. Passamos semanas sem nos falar, meses sem nos tocarmos, e muita briga no meio tempo. Veio a pergunta: erramos?!

Algumas amigas, com certeza bem intencionadas diziam: "se esta infeliz por que vocês não se separam?". Como se a vida fosse simples assim. Os problemas nem sempre matam o amor e uma vez casados a nossa obrigação é seguir tentando e esgotar todas as possibilidades de reconciliação. Eu não estava sofrendo nenhum tipo de abuso ou nada do tipo. Os problemas eram de natureza cultural e por falta de comunicação. Então, apesar dos bem intencionados conselhos, eu resolvi tentar.

O primeiro passo foi conversar. O básico. Para ver se ainda havia algo em incomum a ser resgatado. Conversamos por muitas horas. Um dia inteiro trancados em casa, telefone, TV, computador, tudo desligado e só nós. Tinha a hora do choro, a hora do silêncio, a hora de jogar a culpa no outro, a hora de dizer tudo que pensava mas não falava, e a hora de se abraçar. Para os homens não é tão fácil se expressar como para nós mulheres, e para nós não é tão fácil "só deixar pra lá". O desafio estava em encontrar o meio termo entre: conversar as coisas que tinham que ser conversadas, e deixar pra lá as coisas que tinham que morrer.

E depois daquele dia inteiro e meses de trocar farpas, decidimos que realmente tínhamos chegado ao fim. Cada um ia seguir com a sua vida e muito obrigada. Para mim a mudança era mais extrema. Isto significava voltar para o Brasil, deixar para atrás a vida que tinha construído em Israel e tudo mais. Cada um foi para um quarto separado e assim estivemos por algumas semanas enquanto eu iria organizar minhas coisas para voltar para o Brasil.

Ele tinha vergonha de falar para a família dele.

Eu disse tudo para a minha.

E assim, vivendo como companheiros de apartamento, nos reencontramos. Deixamos tudo acontecer mais naturalmente ao invés de forçar conversas. Ao poucos, com o passar dos dias fomos resolvendo um problema de cada vez, um desentendimento de cada vez e nesse passo aprendemos a nos comunicar. A comunicação que ia além dos idiomas que falávamos. Aprendemos a respeitar o ritmo um do outro. Renovamos os votos, e seguimos em frente.Demorou, e ainda estamos no processo e estaremos nesse processo pelo resto das nossas vidas.

Quando converso com as amigas solteiras que estão buscando por um companheiro -- já quero dizer que tenho amigas que não querem casar nunca e apoio a decisão delas! Ninguém precisa casar para ser feliz. -- sempre vejo a expectativa de algo que pode não existir. A paixão aproxima, mas o amor e o respeito é que faz um relacionamento durar. Respeito e amor que são construídos e fortalecidos no dia a dia, com os problemas e as alegrias dessa vida.

Nunca é fácil, os filhos veem e ai é que o meio de campo embola ainda mais! "Eu cresci assim", "Eu cresci assado", "Dessa forma é melhor", e muitos outros assuntos de discórdia. De repente "Você culpa seus pais por tudo, isso é um absurdo. São crianças como você" de "Pais e filhos" do Legião Urbana faz MUITO mais sentido. Com filhos deixamos o ego de lado e pensamos no bem comum, então por que tanta briga? Com cada assunto temos que lembrar um ao outro que o objetivo é dar o melhor para a nossa filha, e assim os ânimos se acalmam.

Nós LITERALMENTE estabelecemos as regras antes de entrar em qualquer discussão agora. Quando o assunto começa a ficar mais intenso é a hora de dar uma pausa e relembrar as regras. Isso faz com que a briga seja limpa e justa. Discordar não é o problema, atacar e culpar sim. Algumas das nossas regras (Eu sei, parece surreal, mas funciona aqui em casa!):

- Não trazer à tona o passado; magoas antigas não ganham discussão alguma, só criam novas feridas
- Sem grito
- Sem sarcasmo
- Sem insultos


Acredito que hoje nos "encontramos" de vez e voltamos à Lua de Mel!

Espera... não! Falei cedo demais...

*** Marriage Under Construction***







segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Crônica - Criando Filhos Para o Mundo



Estava conversando conversando com uma amiga sobre coisas da vida, para variar. Em duas semanas volto a trabalhar, em duas semanas a Lee vai para a creche. Meu instinto materno me faz tremer só de pensar que a pequena vai estar longe de mim, sendo cuidada por outra pessoa e não vou estar perto para protegê-la. E ai minha amiga repetiu a sabedoria milenar que faz com que nós, mamães, aceitemos o inevitável: "Criamos filhos para o mundo".

Pensei bastante sobre isso nestes últimos dias. Na profundidade dessa verdade e nas implicações reais dela. Olhei para a minha própria vida. Sai de casa aos 20 anos, fui morar bem longe, nos EUA. Naquele mesmo ano meu pai tinha falecido, minha mãe desempregada, meu irmão ainda menor idade, meu tio no hospital, família em crise financeira. Naquele ano a vida começou de uma maneira e terminou de outra para todos nós. 

Para mim foi difícil aceitar todas as mudanças, mas hoje me coloco no lugar da minha mãe. Sem forma de manter a família, o marido que faleceu, sozinha com os filhos. Olhando para aquele tenebroso ano de 2005, tenho que dizer que minha mãe foi uma rocha. E toda a criação que ela nos deu foi testada num batismo de fogo. 

Hoje, se eu sei me virar nesse mundo cão, devo a ela. Devo ao fato de que ela aceitou que me criava para o mundo. Sei hoje o quanto o coração dela se preocupava cada vez que estávamos longe do olhar protetor dela, mesmo assim, fomos a creches, escolas, passeios, fomos brincar na casa de amigos, viagens, tudo sem ela. Quando cheguei aos EUA, passei o primeiro dia no meu novo quarto olhando para o teto e chorando, como criança pequena, eu queria minha mãe. 

2015.... 10 anos se passaram, e continuo vivendo no exterior. Num país tecnicamente considerado zona de guerra. Não satisfeita, ainda resolvi ter a neta dela aqui, longe. Mas agora como mãe, entendo cada telefonema preocupado, cada olhar cheio de dúvida e cada abraço apertado cheio de "fica debaixo das minhas asas". 


Cada mãe, cada pai, vive e morre com a dúvida: será que ele/ela vai ficar bem? Essa preocupação que nunca acaba, faz parte da descrição de trabalho de toda mãe. E a única coisa que temos para aguentar essa barra é a fé de há um Deus que se preocupa ainda mais, e Ele sim está com os nossos pequenos o tempo todo. 

Ser criado para o mundo é ser criado com a segurança de que não importa onde você estiver ou o que acontecer, você é amado. É ser criado para lidar com as situações dessa vida, e além disso tudo, é ser criado para aqueles dias quando os nossos pais já não estão mais aqui. E mesmo diante das coisas mais terríveis desse mundo ter compaixão, amor, fé, sabedoria, humildade e honestidade. Isso é ser criado para o mundo. 

Cada um de nós nasce e cresce para servir um propósito nessa vida. Não estou falando somente de ser o próximo Steve Jobs, ou coisa do tipo, mas temos que lembrar de que desde a presidência até os trabalhos mais simples e esquecidos no mundo servem para o bem comum da nossa sociedade. O médico, o lixeiro, o advogado, atores, músicos, engenheiros, escritores, professores e assim por diante, tem como propósito fazer a maquina da sociedade funcionar e dar continuidade a raça humana da melhor maneira possível. 



Tenho que criar a Lee para ser alguém que um dia pode curar uma pessoa, dirigir uma nação, ou simplesmente trazer a alegria para a vida de outros. Para ser parte ativa desse mundo, para combater ideologias repressivas e absurdas, praticar o bem, e fazer a parte dela nessa sociedade que parte fundamental da nossa existência. Ir para a creche e interagir com outras crianças é o primeiro passo dessa longa (se Deus quiser) jornada que será a vida dela. 

A natureza faz com que os pais queiram super protetores, e a mesma natureza faz com que os filhos queiram ser  super independentes. Mas como tudo na vida, o ideal é estar no equilíbrio, sem pesar em nenhum dos extremos. 

Termino deixando um artigo do Just Real Moms que achei muito legal: "9 Habilidades Essências Que Toda Criança Deve Aprender"

Um abraço forte para você e outro para sua mãe! :) 

Letícia. 


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Crônica - Sogras, cunhadas e afins

Fim de semana foi cheio de emoções! Para o meu marido emoções do tipo, alegria, para mim do tipo ... raiva! Normalmente eu adoro reuniões familiares, mas desde que a Lee nasceu eu adoro é fugir delas.

Por que? Porque a partir do momento em que você ganha um filho todos os seus familiares e agregados viram pedagogos, médicos e especialistas em CuidarDaVidaAlheia. Coisa que eu odeio. Pessoalmente, não gosto nem de dar conselhos e opinões a amigos chegados, muito menos estranhos. Da mesma forma que não me meto, espero que não se metam na minha vida... o que não acontece.

Então aqui vai um exemplo:

Hora do almoço, chegamos, a Lee tinha mamado e era hora dela dormir. Pedi para o meu marido pegar o carrinho e ali colocamos ela para dormir.

Em casa, eu coloco ela na cama e em 5 minutos ela esta dormindo, com o barulho que seja. Na rua, coloco o carrinho dela em um cantinho e ela dorme também em 5 minutos, abraçada com seu lençol. Claro que estou de olho, sempre, com medo dela sufocar. Mas é assim que ela dorme, TODOS OS DIAS.

Quando no dia do bendito almoço coloquei ela no carrinho, pelo menos 5 mulheres que nunca vi na vida iam no carrinho para olhar se a bebê estava bem, e cada uma delas vinha com uma sugestão de como fazer a menina dormir , e de porque colocar ela no carrinho com o lençol era muito perigoso. Porque CLARO, todo mundo sabe cuidar melhor da minha filha do que eu, que passo o dia inteiro com ela.

Só queria saber onde esse povo, que adora se meter na vida dos outros sem ser chamado, esta quando as minhas contas chegam. Preciso de alguém para pagar por elas!

Foi tanta gente preocupada com o bem estar da Lee -- porque a mãe dela é uma incompetente irresponsável -- que mudei o carrinho para uma outra sala, com uma porta, que ficou fechada. Agradeci as tias preocupadas que nunca vi na vida, e sentei para almoçar enquanto minha filha dormia muito bem, obrigada.

Terminei de almoçar, a Lee acordou, e fui para a sala com ela enquanto o povo terminava de comer. A Lee tem 5 meses e comecou a se virar e a se sentar sozinha. A pediatra disse para encorajar porque isso ajudaria no desenvolvimento dela. Enquanto estou fazendo os exercicíos que a pediatra ensinou, vem uma tia HORRORIZADA, GRITANDO: "NÃO COLOQUE ELA SENTADA!!! FAZ MAL!". A casa ficou em silêncio, e a tia já ia se abaixando para pegar a Lee no colo quando meti a mão na cara dela e respondi: "Obrigada por se preocupar, só estou fazendo os exercicíos que a PEDIATRA MANDOU. Sabe né? Aquela pessoa que estou 12 anos para se tornar médica especializada em crianças".

Tá... fui grossa, mas já eram 4 horas dentro daquela casa recebendo conselhos e recomendações que não pedi, tendo que dar explicações que não devo a ninguém, e fazer cara bonita quando alguém indiretamente assume que você é uma mãe terrível e dizem que "não é por mal, é só reflexo". Deveriam inventar remédio para repelir gente intrometida, como não inventaram, falta de paciência seguida de respostas curtas e grossas tendem a funcionar!

Reação da tia com a minha atitude:

Reação do meu marido, contorcendo o pâncreas para não rir:



Ao que me parece de todas as tias chatas presente, aquela era a rainha do inferno! Só sei que depois daquela ninguém mais se meteu com a Lee. Até minha sogra insistir pela 1000 vez em que tínhamos que aceitar o berço que minha cunhada queria "dar" para a gente.

Respirei fundo, vi que o meu marido completamente IGNOROU a mãe, mas como que não queria escutar mais sobre o assunto resolvi responder. E como a outra tia tinha liberado o dragão dentro de mim, resolvi que estava cedo demais para voltar a controlar o bicho! Vai que alguém mais tentava dizer como a Lee estava com frio apesar das 3 camadas de roupas que ela tinha!

A resposta começou com um sorriso amarelo, e o maridão correu com medo de que sobrasse para ele: "Sogra, obrigada, mas não. O quarto da Lee é montessoriano, não tem berço. Mas eu já tinha te dito isso, porém MAIS UMA VEZ você resolveu tocar no assunto, e na frente de todo mundo. Então, pela ultima vez, não, obrigada. Não precisamos de berço".

Minha cunhada, sem qualquer amor pela vida dela, resolve tentar me intimidar: "Mas ela dorme no chão?", com cara de c*.

Eu: Ela dorme num colchão, que fica no chão. Mas no chão tem um tatame que ajuda isolar o frio e protege ela de quedas. Os brinquedos são assim e assado, etc."-- Fui explicando a filosofia.

Cunhada, desdenhando: "Ai, essas novas teorias de hoje em dia!"

Eu, com a pressão arterial explodindo: "Bem, vamos começar pelo fato que com o seu primeiro filho a gente não podia nem respirar perto dele por causa dos germes, e agora o seu terceiro esta perto do prato de comida do gato colocando a ração na boca, e ontem e ele estava comendo grama -- apontei para a criança que estava torturando o gato e LITERALMENTE comendo a ração -- E a filosofia montessoriana é usada há décadas em praticamante todos os jardins de infância no mundo todo, inclusive o jardim onde seus filhos vão. Por isso por exemplo, a hora do cochilo é feita num quarto com todo mundo junto, os moveis são pequenos do tamanho da criança, fora que tanto eu como o meu irmão crescemos com quartos assim."

Silêncio da cunhada, meu cunhado tentado amenizar fazendo piadas, e o marido da cunhada lavando a boca do filho com agua sanitária. E meu marido? Assim ...

Sábado ele viaja... quinta feira que vem meus sogros vem ficar 5 dias comigo para me "ajudar". Quem quiser me ajudar também, pode mandar caixas de lexotan aqui para casa!

Beijo!!! Nunca se mete na vida alheia sem permissão! #ficaadica

Letícia.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Como argumentar com o seu marido.

Faz tempo que não escrevo por aqui! É que entre procurar emprego, procurar um novo apartamento, recuperar de um cirurgia, cuidar de um bebê, cuidar da casa, do cachorro e do Marido - nesta ordem - minha sanidade foi parar na casa do cacete. 




Mas enfim, são 3am e estava de bobeira, por que não postar algo aqui? :) a começar pela recuperação da minha cirurgia e da falta de lógica do sexo masculino. Basicamente fiz uma cirurgia para "reconstruir" os países baixos que ficaram completamente destruídos depois de dar à luz a minha linda filhota. Nada fácil, não dá para sentar, caminhar e até deitar complica - já disse que são 3am??? 

Meu marido não consegue entender a dimensão da dor. Então, tive que usar de recursos linguisticos apropriados para se falar com o sexo masculino: 

Marido: por que a Lee está dormindo na nossa cama? 

Eu: Porque ela acordou de madrugada e não posso ficar levantando e deitando toda hora, dói. 

Marido: Mas ela vai ficar mal acostumada.

Eu: (*paciência que já é curta chegando a graus negativos) Neste exato momento, é mais fácil para mim se ela dormir do meu lado. Lembra que eu sou a fonte de comida dela. 

Marido: Mas depois vai ficar difícil para ensinar a ela a voltar a dormir no quarto dela. 

Eu: (*paciência explodiu e ficou em pedaços no chão do quarto) Amor.... Imagina que você teve que reconstruir o seu c* ... (Sentindo minha voz ficar alterada)... Ai você esta cheio de pontos e mal consegue andar. Dor e mais dor... E no meio da noite você precisa acordar para amamentar aquele ser que rege nossas vidas. Mas não posso sentar para amamentar, então amamento deitada, e acabo dormindo. É assim que Lee termina no nosso quarto de manhã. 

Marido: mas...

Eu: então vamos fazer o seguinte... Eu deixo mamadeira penta e quando ela acordar de madrugada, daqui por diante, você vai lá e dá a mamadeira e coloca ela para dormir de novo. Tá? 

Nunca mais ele tocou no assunto. Porque como diz o ditado, pimenta no c....olhos dos outros é refresco. Toda solução é fácil quando outra pessoa menos você tenha que implementar... Essa é a lógica dos maridos. 

Minha resposta para essas soluções super simples que os maridos apresentam: não gostou? Faz melhor. 

Senta e observa o circo pegar fogo! Com pipoca e guaraná. Ou cerveja, vodka, tequila...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Desabafo: Cadê o marido?!

Das mensagens que recebo, nos grupos que participo, vejo que a maior frustração nos lares é falta de participação dos maridos. Seja ajudando a casa, ou estando com as crianças, ou até mesmo apoio emocional.

Muitas vezes eu mesma me encontrei neste mesmo caminho. Eu resolvi ser BEM honesta com meu esposo, se não estou feliz explico o porquê, se quero a participação dele eu peço, se preciso de um tempo só me afasto e explico. 

Eu sabia que jamais voltaria a ter a casa impecável de arrumada, uma vez que a pequena chegasse, e expliquei isso a ele para que ele não esperasse de mim o impossível. Dividimos tarefas : ele cuida da roupa para lavar, louça, banho da Lee e contas. Eu limpo, cozinho, alimento a Lee, cuido das compras. Tudo claro para não ter duvida, cada um com suas responsabilidades e assim vamos em frente. 

Aqui em Israel não existe a cultura da empregada doméstica, então todo mundo tem que meter a mão na massa. Além da casa, temos nosso trabalho e nosso relacionamento. Construir e manter uma família não é fácil, mas vale a pena. 

Não tem jeito! Tudo tem que ser conversado, combinado, explicado. Não podemos esperar do outro o dom de adivinhar nossos pensamentos. As vezes o que é óbvio para nós como mulheres, não é obvio para eles e vice-versa. 

Tem hora que tudo cansa, tem hora que nos sentimos sós, tem dias que a vontade é de sumir, tem momentos que ninguém te entende. Mas tudo isso passa. Não se pode tomar decisões permanentes em situações momentâneas. 

Para passar pelos altos e baixos da vida a dois é necessário: jogo de cintura, amor, respeito, calma, dialogo. Se o marido anda com a cabeça na nuvem, so você anda se sentindo sufocada, se não está dando conta de tudo... esta na hora daquela conversa com o parceiro. 

Os filhos mudam completamente a dinâmica do casal. E seja qual for a revolução pelo qual você e sua família estejam passando, só na base do diálogo para todo mundo se entender. Se por um acaso você esta assim hoje, acredite: você não esta só.




domingo, 20 de julho de 2014

Livro de Histórias - DYI

Como vivo longe do Brasil e meu marido tão pouco é brasileiro, desde que fiquei grávida a minha maior preocupação era encontrar uma maneira de passar a nossa cultura e história para a minha filha. Com meu marido resolvemos adotar algumas mudanças além das que já estão por vir.

O idioma e o contato com a família são partes cruciais no aprendizado de culturas. Então,  decidimos então que além do inglês e do hebraico, o português seria introduzido no nosso lar. Comecei a buscar por livros que ajudam pais nessa tarefa de criar crianças bilingues. Encontrei alguns, mas o mais prático e o que mais gostei foi o "7 Steps to Raising a Bilingual Child" da Naomi Steiner.

Além de explicar o processo de aprendizado, ela oferece ajudas práticas com perguntas e respostas, além de oferecer um plano de ensino que os próprios pais podem fazer.

Mas voltando ao tema! :) Só podemos ir ao Brasil uma vez por ano e isso limitará o contato da minha pequena com o lado Brazuca da familia. O que fazer? Além de Skype e outras saídas tecnológicas, eu precisava de algo mais didático.

Resolvi fazer o meu próprio livro de histórias para minha filha. As ilustrações são fotos da familia no Brasil através dos anos, e as histórias são fatos curiosos e engraçados sobre a familia. Pedi ajuda de primos, tios, da minha avó e da minha mãe para reunir fotos e histórias. Todos escreveram sobre lembranças do tempo de infância, coisas atuais, e pouco sobre a história de cada membro de família (de onde vieram, onde estão hoje, etc)

Levamos algumas semanas para reunir todo o material, mas uma vez que tinha tudo na mão comecei a montar o livro que vai servir para a minha filha se conectar as suas raízes brasileiras mesmo crescendo tão longe delas. A primeira foto do livro é dos meus bisavós, e a ultima sou eu grávida dela. Ainda deixei algumas páginas para adicionar mais fotos dela e dos outros filhos que, se Deus quiser, vamos ter.

A ideia é bem retrô. O álbum conta com fotos FÍSICAS. Quando levei as fotos para serem impressas até o dono da loja ficou chocado com a quantidade que imprimi. Foram quase 200 fotos das 500 que conseguimos reunir.


Comprei um álbum onde as fotos são coladas com uma cola especial para fotos. Alternei página de fotos com páginas de texto. Usei recorte e colagem para enfeitar e fiz as legendas de fotos à mão para dar um toque mais autentico - claro que caprichei na letra!!!

As fotos e as histórias estão ligadas também, funcionando como ilustração. Entre histórias que eu lembrava e histórias que vieram por email de quase toda a família, eu tinha 150 páginas de relatos familiares.

Seja para quando ela estiver mais velha, ou para ler antes de dormir, este álbum vem trazer presença e o conhecimento que infelizmente a distância nos tira.

Para mamães que moram no exterior, deixo a dica! É trabalhoso, mas vai valer a pena. Meu projeto reuniu 5 gerações da minha familia em um lugar, e foi uma viagem no tempo maravilhosa até pra mim. Você também pode pegar a idéia e adaptar com o que você conseguir.

Se fizerem, mandem fotos! Se tiverem perguntas ou quiserem saber mais sobre o projeto é só escrever: leticia.shomer@gmail.com.

Beijos,

Letícia.