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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Crônica - Sogras, cunhadas e afins

Fim de semana foi cheio de emoções! Para o meu marido emoções do tipo, alegria, para mim do tipo ... raiva! Normalmente eu adoro reuniões familiares, mas desde que a Lee nasceu eu adoro é fugir delas.

Por que? Porque a partir do momento em que você ganha um filho todos os seus familiares e agregados viram pedagogos, médicos e especialistas em CuidarDaVidaAlheia. Coisa que eu odeio. Pessoalmente, não gosto nem de dar conselhos e opinões a amigos chegados, muito menos estranhos. Da mesma forma que não me meto, espero que não se metam na minha vida... o que não acontece.

Então aqui vai um exemplo:

Hora do almoço, chegamos, a Lee tinha mamado e era hora dela dormir. Pedi para o meu marido pegar o carrinho e ali colocamos ela para dormir.

Em casa, eu coloco ela na cama e em 5 minutos ela esta dormindo, com o barulho que seja. Na rua, coloco o carrinho dela em um cantinho e ela dorme também em 5 minutos, abraçada com seu lençol. Claro que estou de olho, sempre, com medo dela sufocar. Mas é assim que ela dorme, TODOS OS DIAS.

Quando no dia do bendito almoço coloquei ela no carrinho, pelo menos 5 mulheres que nunca vi na vida iam no carrinho para olhar se a bebê estava bem, e cada uma delas vinha com uma sugestão de como fazer a menina dormir , e de porque colocar ela no carrinho com o lençol era muito perigoso. Porque CLARO, todo mundo sabe cuidar melhor da minha filha do que eu, que passo o dia inteiro com ela.

Só queria saber onde esse povo, que adora se meter na vida dos outros sem ser chamado, esta quando as minhas contas chegam. Preciso de alguém para pagar por elas!

Foi tanta gente preocupada com o bem estar da Lee -- porque a mãe dela é uma incompetente irresponsável -- que mudei o carrinho para uma outra sala, com uma porta, que ficou fechada. Agradeci as tias preocupadas que nunca vi na vida, e sentei para almoçar enquanto minha filha dormia muito bem, obrigada.

Terminei de almoçar, a Lee acordou, e fui para a sala com ela enquanto o povo terminava de comer. A Lee tem 5 meses e comecou a se virar e a se sentar sozinha. A pediatra disse para encorajar porque isso ajudaria no desenvolvimento dela. Enquanto estou fazendo os exercicíos que a pediatra ensinou, vem uma tia HORRORIZADA, GRITANDO: "NÃO COLOQUE ELA SENTADA!!! FAZ MAL!". A casa ficou em silêncio, e a tia já ia se abaixando para pegar a Lee no colo quando meti a mão na cara dela e respondi: "Obrigada por se preocupar, só estou fazendo os exercicíos que a PEDIATRA MANDOU. Sabe né? Aquela pessoa que estou 12 anos para se tornar médica especializada em crianças".

Tá... fui grossa, mas já eram 4 horas dentro daquela casa recebendo conselhos e recomendações que não pedi, tendo que dar explicações que não devo a ninguém, e fazer cara bonita quando alguém indiretamente assume que você é uma mãe terrível e dizem que "não é por mal, é só reflexo". Deveriam inventar remédio para repelir gente intrometida, como não inventaram, falta de paciência seguida de respostas curtas e grossas tendem a funcionar!

Reação da tia com a minha atitude:

Reação do meu marido, contorcendo o pâncreas para não rir:



Ao que me parece de todas as tias chatas presente, aquela era a rainha do inferno! Só sei que depois daquela ninguém mais se meteu com a Lee. Até minha sogra insistir pela 1000 vez em que tínhamos que aceitar o berço que minha cunhada queria "dar" para a gente.

Respirei fundo, vi que o meu marido completamente IGNOROU a mãe, mas como que não queria escutar mais sobre o assunto resolvi responder. E como a outra tia tinha liberado o dragão dentro de mim, resolvi que estava cedo demais para voltar a controlar o bicho! Vai que alguém mais tentava dizer como a Lee estava com frio apesar das 3 camadas de roupas que ela tinha!

A resposta começou com um sorriso amarelo, e o maridão correu com medo de que sobrasse para ele: "Sogra, obrigada, mas não. O quarto da Lee é montessoriano, não tem berço. Mas eu já tinha te dito isso, porém MAIS UMA VEZ você resolveu tocar no assunto, e na frente de todo mundo. Então, pela ultima vez, não, obrigada. Não precisamos de berço".

Minha cunhada, sem qualquer amor pela vida dela, resolve tentar me intimidar: "Mas ela dorme no chão?", com cara de c*.

Eu: Ela dorme num colchão, que fica no chão. Mas no chão tem um tatame que ajuda isolar o frio e protege ela de quedas. Os brinquedos são assim e assado, etc."-- Fui explicando a filosofia.

Cunhada, desdenhando: "Ai, essas novas teorias de hoje em dia!"

Eu, com a pressão arterial explodindo: "Bem, vamos começar pelo fato que com o seu primeiro filho a gente não podia nem respirar perto dele por causa dos germes, e agora o seu terceiro esta perto do prato de comida do gato colocando a ração na boca, e ontem e ele estava comendo grama -- apontei para a criança que estava torturando o gato e LITERALMENTE comendo a ração -- E a filosofia montessoriana é usada há décadas em praticamante todos os jardins de infância no mundo todo, inclusive o jardim onde seus filhos vão. Por isso por exemplo, a hora do cochilo é feita num quarto com todo mundo junto, os moveis são pequenos do tamanho da criança, fora que tanto eu como o meu irmão crescemos com quartos assim."

Silêncio da cunhada, meu cunhado tentado amenizar fazendo piadas, e o marido da cunhada lavando a boca do filho com agua sanitária. E meu marido? Assim ...

Sábado ele viaja... quinta feira que vem meus sogros vem ficar 5 dias comigo para me "ajudar". Quem quiser me ajudar também, pode mandar caixas de lexotan aqui para casa!

Beijo!!! Nunca se mete na vida alheia sem permissão! #ficaadica

Letícia.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

As vezes no silêncio da noite... Eu acordo para ver se minha filha estárespirando!

E é isso meninas! A Lee vai fazer cinco meses, e eu ainda acordo de madrugada , não por ela, mas pela minha paranoia que não tira férias! A menina linda dormindo como um anjo e eu como um zumbi olhando pra ela na cama para ver se ela se mexe! #aloka

Eu sei, mãe de primeira viagem! Eu sei que vai passar, eu sei que está tudo bem, mas é incontrolável! Meu marido achava que eu era louca até hoje de manhã. 

8am. Ele já está atrasado para ir trabalhar, eu ainda dormindo. O querido vem e me acorda: 

Ele: A Lee ainda está dormindo! 
Eu: que bom, então vou dormir mais um pouco. 
Ele: será que ela tá bem? 

Homens, NUNCA na vidinha de vocês diga isso para uma mãe! JAMAIS!!! Eu pulei da cama já imaginando o pior!!! Eu posso, eu sou mãe! Carreguei 9 meses e pari, parto normal! 



Vamos os dois para o quarto dela. A boneca imóvel na cama. Os dois idiotas 
olhando, buscando um sinal de vida. Mas o medo de acordar a pequena era tanto que até prendemos a respiração! Ela, como se tivesse adivinhado que os pais retardados estavam surtando do lado da cama dela, se vira meio que se espereguiçando e continua dormindo de boa. 

Nisso saímos do quarto na ponta do pé, felizes, e tranquilões. Eu, me sentindo menos louca sabendo que meu marido também checa se ela está respirando, e ele mais tranquilo porque sim. 

Até que o cachorro começou a latir, ela acordou aos berros, e o dia começou! Bom dia para você também. 

Filhos, tenham pena dos seus pais! Eles passaram noites em claro vendo sua barriga subir e descer para ter CERTEZA que estava tudo bem! 


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Como argumentar com o seu marido.

Faz tempo que não escrevo por aqui! É que entre procurar emprego, procurar um novo apartamento, recuperar de um cirurgia, cuidar de um bebê, cuidar da casa, do cachorro e do Marido - nesta ordem - minha sanidade foi parar na casa do cacete. 




Mas enfim, são 3am e estava de bobeira, por que não postar algo aqui? :) a começar pela recuperação da minha cirurgia e da falta de lógica do sexo masculino. Basicamente fiz uma cirurgia para "reconstruir" os países baixos que ficaram completamente destruídos depois de dar à luz a minha linda filhota. Nada fácil, não dá para sentar, caminhar e até deitar complica - já disse que são 3am??? 

Meu marido não consegue entender a dimensão da dor. Então, tive que usar de recursos linguisticos apropriados para se falar com o sexo masculino: 

Marido: por que a Lee está dormindo na nossa cama? 

Eu: Porque ela acordou de madrugada e não posso ficar levantando e deitando toda hora, dói. 

Marido: Mas ela vai ficar mal acostumada.

Eu: (*paciência que já é curta chegando a graus negativos) Neste exato momento, é mais fácil para mim se ela dormir do meu lado. Lembra que eu sou a fonte de comida dela. 

Marido: Mas depois vai ficar difícil para ensinar a ela a voltar a dormir no quarto dela. 

Eu: (*paciência explodiu e ficou em pedaços no chão do quarto) Amor.... Imagina que você teve que reconstruir o seu c* ... (Sentindo minha voz ficar alterada)... Ai você esta cheio de pontos e mal consegue andar. Dor e mais dor... E no meio da noite você precisa acordar para amamentar aquele ser que rege nossas vidas. Mas não posso sentar para amamentar, então amamento deitada, e acabo dormindo. É assim que Lee termina no nosso quarto de manhã. 

Marido: mas...

Eu: então vamos fazer o seguinte... Eu deixo mamadeira penta e quando ela acordar de madrugada, daqui por diante, você vai lá e dá a mamadeira e coloca ela para dormir de novo. Tá? 

Nunca mais ele tocou no assunto. Porque como diz o ditado, pimenta no c....olhos dos outros é refresco. Toda solução é fácil quando outra pessoa menos você tenha que implementar... Essa é a lógica dos maridos. 

Minha resposta para essas soluções super simples que os maridos apresentam: não gostou? Faz melhor. 

Senta e observa o circo pegar fogo! Com pipoca e guaraná. Ou cerveja, vodka, tequila...

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Conversando com o Papai

Resolvi escrever este artigo hoje para o bem do lar. :)



Sempre se fala muito na mãe e nas necessidades da mulher durante a gravidez. Como grávida (entrando no 7 mês agora), eu entendo. Não é mole "fabricar" um ser humano. Mas é ainda mais difícil para uma pessoa que não tem a mínima idéia sobre assunto entender o que é que esta acontecendo.

Temos que lembrar, que tantos homens quanto mulheres sofrem os efeitos da montanha russa dos hormônios. Seja vivendo com os hormônios ou simplesmente sendo dano colateral.

Trabalho em um escritório cercada de homens. Sou a única mulher da minha equipe. Não posso reclamar, tenho um marido que me apoia e se pudesse ele paria esse bebê por mim! Meus companheiros de trabalho são demais também! Dois deles acabam de ter bebê, e parecem entender exatamente (ou aproxidamente) como me sinto, porque viram suas esposas passando pelo mesmo. Os outros estão ou namorando ou noivos, e me enchem de perguntas o dia inteiro. Aqui vão algumas:

- "Como você sente?" - Claro! Sempre! Sempre preocupados se estou bem ou não. Eu digo a eles para continuarem assim, e não esquecerem de fazer esta mesmíssima as suas companheiras quando a hora chegar.

- "Minha noiva/namorada tem muita dor de cabeça... é verdade que você não pode tomar remédio nenhum durante a gravidez? Estou preocupado." - Essa é recorrente e sempre acabamos dando risada no final.

- "O bebê tá mexendo? Como é que sente? É estranho?"

- "Dá vontade de comer toda hora? Você já pediu para o seu marido comprar coisas estranhas no meio da noite?" - Sim, homens acreditam em clichês.

E muitas outras perguntas do tipo. Mas para falar a verdade, perguntas super parecidas com as que nós mulheres fazemos. Vira e mexe, um se enche de coragem e com todo o respeito solta: "E a vida sexual de vocês?"

Acredito que a comunicação seja essêncial, MESMO! Desde que descobri que estava grávida converso com meu marido constantemente. Explico como me sinto e porque estou sentindo o que estou sentindo. Eu leio muito mais do que ele, e ele busca informações com a mãe, irmã e a internet.

Conversando sobre o assunto com um dos amigos do escritório, eu o convenci a baixar um dos aplicativos para telefone sobre gravidez. Ele recebia noticias semanais, com videos e tudo mais. No começo eu estava relutante mas depois adorou, e disse que ajudava a ele entender o que é que estava acontecendo.


É importante ter consciência de uma coisa: quando se trata do companheiro(a) não devemos assumir que sabemos como o outro se sente. A não ser que você tenha super poderes e leia mentes, não há como saber como o outro se sente se não conversamos. Como já dizia Chacrinha, "quem não se comunica se trumbica".





Nessa nova etapa da vida do casal, conhecimento é o segredo. Além do conhecimento pessoal das coisas que estão acontecendo conosco, devemos conhecer um ao outro também. E sempre, devemos compartilhar conhecimento, sempre.

Dica para as mamães:
- Mande emails ou mensagens semanais para o seu marido com coisas que você descobriu essa semana sobre a sua gravidez.
- Peça para ele baixar um dos aplicativos para telefone sobre gravidez, é bom para eles também.
- Se seu marido não gosta muito de ler, converse, explique ao invés de gritar e chorar. Eles não são obrigados a adivinhar o que estamos pensando, sentindo ou planejando. #ficaadica

Dica para os papais:
- Os hormônios são reais e nos afetam muito: nos deixam mais sensíveis (ou no meu caso, mais agressivas) e se sua companheira não esta se expressando bem, acredite, é mais difícil do que parece! Ela tão pouco entende o que esta acontecendo dentro dela.
- Leia, pergunte e informe-se. Não tenha vergonha de não saber. Dizem que filho não vem com manual, e esta verdade se faz presente e clara desde o começo da gravidez.
- Conversar pode ser um saco, mas é necessário para manter sua paz de espírito.

No judaísmo existe um conceito maravilhoso que chama Shalom Bait (tradução livre: a paz da casa, ou a hormonial conjugal eterna).  Dentre muitas coisas e dicas que esse conceito dá aos casais, existe uma verdade que estamos esquecendo hoje em dia:

"Estar junto significa estar atento às necessidades do outro, deixando de lado seus próprios desejos. Significa também abrir-se à outra pessoa."