Todo mundo sabe que casais brigam e passam por períodos de crises conjugais. Isso é normal, se até irmãos brigam, imagine duas pessoas que vieram de mundos completamente diferentes? Imagine então uma família multi-cultural como a nossa? Não é fácil.
No nosso primeiro ano de casamento tivemos uma daquelas crises conjugais de cunho existencial, sabe como é? Aquelas brigam onde o futuro do casal é definido. Passamos semanas sem nos falar, meses sem nos tocarmos, e muita briga no meio tempo. Veio a pergunta: erramos?!
Algumas amigas, com certeza bem intencionadas diziam: "se esta infeliz por que vocês não se separam?". Como se a vida fosse simples assim. Os problemas nem sempre matam o amor e uma vez casados a nossa obrigação é seguir tentando e esgotar todas as possibilidades de reconciliação. Eu não estava sofrendo nenhum tipo de abuso ou nada do tipo. Os problemas eram de natureza cultural e por falta de comunicação. Então, apesar dos bem intencionados conselhos, eu resolvi tentar.
O primeiro passo foi conversar. O básico. Para ver se ainda havia algo em incomum a ser resgatado. Conversamos por muitas horas. Um dia inteiro trancados em casa, telefone, TV, computador, tudo desligado e só nós. Tinha a hora do choro, a hora do silêncio, a hora de jogar a culpa no outro, a hora de dizer tudo que pensava mas não falava, e a hora de se abraçar. Para os homens não é tão fácil se expressar como para nós mulheres, e para nós não é tão fácil "só deixar pra lá". O desafio estava em encontrar o meio termo entre: conversar as coisas que tinham que ser conversadas, e deixar pra lá as coisas que tinham que morrer.
E depois daquele dia inteiro e meses de trocar farpas, decidimos que realmente tínhamos chegado ao fim. Cada um ia seguir com a sua vida e muito obrigada. Para mim a mudança era mais extrema. Isto significava voltar para o Brasil, deixar para atrás a vida que tinha construído em Israel e tudo mais. Cada um foi para um quarto separado e assim estivemos por algumas semanas enquanto eu iria organizar minhas coisas para voltar para o Brasil.
Ele tinha vergonha de falar para a família dele.
Eu disse tudo para a minha.
E assim, vivendo como companheiros de apartamento, nos reencontramos. Deixamos tudo acontecer mais naturalmente ao invés de forçar conversas. Ao poucos, com o passar dos dias fomos resolvendo um problema de cada vez, um desentendimento de cada vez e nesse passo aprendemos a nos comunicar. A comunicação que ia além dos idiomas que falávamos. Aprendemos a respeitar o ritmo um do outro. Renovamos os votos, e seguimos em frente.Demorou, e ainda estamos no processo e estaremos nesse processo pelo resto das nossas vidas.
Quando converso com as amigas solteiras que estão buscando por um companheiro -- já quero dizer que tenho amigas que não querem casar nunca e apoio a decisão delas! Ninguém precisa casar para ser feliz. -- sempre vejo a expectativa de algo que pode não existir. A paixão aproxima, mas o amor e o respeito é que faz um relacionamento durar. Respeito e amor que são construídos e fortalecidos no dia a dia, com os problemas e as alegrias dessa vida.
Nunca é fácil, os filhos veem e ai é que o meio de campo embola ainda mais! "Eu cresci assim", "Eu cresci assado", "Dessa forma é melhor", e muitos outros assuntos de discórdia. De repente "Você culpa seus pais por tudo, isso é um absurdo. São crianças como você" de "Pais e filhos" do Legião Urbana faz MUITO mais sentido. Com filhos deixamos o ego de lado e pensamos no bem comum, então por que tanta briga? Com cada assunto temos que lembrar um ao outro que o objetivo é dar o melhor para a nossa filha, e assim os ânimos se acalmam.
Nós LITERALMENTE estabelecemos as regras antes de entrar em qualquer discussão agora. Quando o assunto começa a ficar mais intenso é a hora de dar uma pausa e relembrar as regras. Isso faz com que a briga seja limpa e justa. Discordar não é o problema, atacar e culpar sim. Algumas das nossas regras (Eu sei, parece surreal, mas funciona aqui em casa!):
- Não trazer à tona o passado; magoas antigas não ganham discussão alguma, só criam novas feridas
- Sem grito
- Sem sarcasmo
- Sem insultos
Acredito que hoje nos "encontramos" de vez e voltamos à Lua de Mel!
Espera... não! Falei cedo demais...
*** Marriage Under Construction***
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quarta-feira, 11 de março de 2015
sábado, 24 de maio de 2014
DIY: Vaso para flores
Vi na página que se chama "Biosustentavel" no Facebook e AMEI!!!
Como se livrar daquelas garrafas e potes extras de forma simples e criativa. E se der certo, porque não começar a vender? :)
Reciclagem + Criatividade
"Você vai precisar:
1- Seringa grande
2- Um pincel
3- Uma tigela para misturar a tinta
4- Algumas garrafas e frascos transparentes
5- Tinta de parede (pode ser acrílica)
2- Um pincel
3- Uma tigela para misturar a tinta
4- Algumas garrafas e frascos transparentes
5- Tinta de parede (pode ser acrílica)
Use uma pequena tigela e pincel para misturar as tintas. Depois de preparar o seu tom favorito, despeje, com a ajuda da seringa, a tinta dentro da garrafa. Mova a garrafa a cada volta, de modo que a tinta cubra todas as partes da garrafa.
Uma vez coberto, deixe as garrafas de cabeça para baixo durante várias horas. Desta forma, todo o excesso de tinta irá derramar. Depois disso, colocá-los de volta, limpar todo o excesso de tinta e deixe-os secar completamente."
Divirta-se!!!
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Conversando com o Papai
Resolvi escrever este artigo hoje para o bem do lar. :)
Sempre se fala muito na mãe e nas necessidades da mulher durante a gravidez. Como grávida (entrando no 7 mês agora), eu entendo. Não é mole "fabricar" um ser humano. Mas é ainda mais difícil para uma pessoa que não tem a mínima idéia sobre assunto entender o que é que esta acontecendo.
Temos que lembrar, que tantos homens quanto mulheres sofrem os efeitos da montanha russa dos hormônios. Seja vivendo com os hormônios ou simplesmente sendo dano colateral.
Trabalho em um escritório cercada de homens. Sou a única mulher da minha equipe. Não posso reclamar, tenho um marido que me apoia e se pudesse ele paria esse bebê por mim! Meus companheiros de trabalho são demais também! Dois deles acabam de ter bebê, e parecem entender exatamente (ou aproxidamente) como me sinto, porque viram suas esposas passando pelo mesmo. Os outros estão ou namorando ou noivos, e me enchem de perguntas o dia inteiro. Aqui vão algumas:
- "Como você sente?" - Claro! Sempre! Sempre preocupados se estou bem ou não. Eu digo a eles para continuarem assim, e não esquecerem de fazer esta mesmíssima as suas companheiras quando a hora chegar.
- "Minha noiva/namorada tem muita dor de cabeça... é verdade que você não pode tomar remédio nenhum durante a gravidez? Estou preocupado." - Essa é recorrente e sempre acabamos dando risada no final.
- "O bebê tá mexendo? Como é que sente? É estranho?"
- "Dá vontade de comer toda hora? Você já pediu para o seu marido comprar coisas estranhas no meio da noite?" - Sim, homens acreditam em clichês.
E muitas outras perguntas do tipo. Mas para falar a verdade, perguntas super parecidas com as que nós mulheres fazemos. Vira e mexe, um se enche de coragem e com todo o respeito solta: "E a vida sexual de vocês?"
Acredito que a comunicação seja essêncial, MESMO! Desde que descobri que estava grávida converso com meu marido constantemente. Explico como me sinto e porque estou sentindo o que estou sentindo. Eu leio muito mais do que ele, e ele busca informações com a mãe, irmã e a internet.
Conversando sobre o assunto com um dos amigos do escritório, eu o convenci a baixar um dos aplicativos para telefone sobre gravidez. Ele recebia noticias semanais, com videos e tudo mais. No começo eu estava relutante mas depois adorou, e disse que ajudava a ele entender o que é que estava acontecendo.
É importante ter consciência de uma coisa: quando se trata do companheiro(a) não devemos assumir que sabemos como o outro se sente. A não ser que você tenha super poderes e leia mentes, não há como saber como o outro se sente se não conversamos. Como já dizia Chacrinha, "quem não se comunica se trumbica".
Nessa nova etapa da vida do casal, conhecimento é o segredo. Além do conhecimento pessoal das coisas que estão acontecendo conosco, devemos conhecer um ao outro também. E sempre, devemos compartilhar conhecimento, sempre.
Dica para as mamães:
- Mande emails ou mensagens semanais para o seu marido com coisas que você descobriu essa semana sobre a sua gravidez.
- Peça para ele baixar um dos aplicativos para telefone sobre gravidez, é bom para eles também.
- Se seu marido não gosta muito de ler, converse, explique ao invés de gritar e chorar. Eles não são obrigados a adivinhar o que estamos pensando, sentindo ou planejando. #ficaadica
Dica para os papais:
- Os hormônios são reais e nos afetam muito: nos deixam mais sensíveis (ou no meu caso, mais agressivas) e se sua companheira não esta se expressando bem, acredite, é mais difícil do que parece! Ela tão pouco entende o que esta acontecendo dentro dela.
- Leia, pergunte e informe-se. Não tenha vergonha de não saber. Dizem que filho não vem com manual, e esta verdade se faz presente e clara desde o começo da gravidez.
- Conversar pode ser um saco, mas é necessário para manter sua paz de espírito.
No judaísmo existe um conceito maravilhoso que chama Shalom Bait (tradução livre: a paz da casa, ou a hormonial conjugal eterna). Dentre muitas coisas e dicas que esse conceito dá aos casais, existe uma verdade que estamos esquecendo hoje em dia:
Sempre se fala muito na mãe e nas necessidades da mulher durante a gravidez. Como grávida (entrando no 7 mês agora), eu entendo. Não é mole "fabricar" um ser humano. Mas é ainda mais difícil para uma pessoa que não tem a mínima idéia sobre assunto entender o que é que esta acontecendo.
Temos que lembrar, que tantos homens quanto mulheres sofrem os efeitos da montanha russa dos hormônios. Seja vivendo com os hormônios ou simplesmente sendo dano colateral.
Trabalho em um escritório cercada de homens. Sou a única mulher da minha equipe. Não posso reclamar, tenho um marido que me apoia e se pudesse ele paria esse bebê por mim! Meus companheiros de trabalho são demais também! Dois deles acabam de ter bebê, e parecem entender exatamente (ou aproxidamente) como me sinto, porque viram suas esposas passando pelo mesmo. Os outros estão ou namorando ou noivos, e me enchem de perguntas o dia inteiro. Aqui vão algumas:
- "Como você sente?" - Claro! Sempre! Sempre preocupados se estou bem ou não. Eu digo a eles para continuarem assim, e não esquecerem de fazer esta mesmíssima as suas companheiras quando a hora chegar.
- "Minha noiva/namorada tem muita dor de cabeça... é verdade que você não pode tomar remédio nenhum durante a gravidez? Estou preocupado." - Essa é recorrente e sempre acabamos dando risada no final.
- "O bebê tá mexendo? Como é que sente? É estranho?"
- "Dá vontade de comer toda hora? Você já pediu para o seu marido comprar coisas estranhas no meio da noite?" - Sim, homens acreditam em clichês.
E muitas outras perguntas do tipo. Mas para falar a verdade, perguntas super parecidas com as que nós mulheres fazemos. Vira e mexe, um se enche de coragem e com todo o respeito solta: "E a vida sexual de vocês?"
Acredito que a comunicação seja essêncial, MESMO! Desde que descobri que estava grávida converso com meu marido constantemente. Explico como me sinto e porque estou sentindo o que estou sentindo. Eu leio muito mais do que ele, e ele busca informações com a mãe, irmã e a internet.
Conversando sobre o assunto com um dos amigos do escritório, eu o convenci a baixar um dos aplicativos para telefone sobre gravidez. Ele recebia noticias semanais, com videos e tudo mais. No começo eu estava relutante mas depois adorou, e disse que ajudava a ele entender o que é que estava acontecendo.
É importante ter consciência de uma coisa: quando se trata do companheiro(a) não devemos assumir que sabemos como o outro se sente. A não ser que você tenha super poderes e leia mentes, não há como saber como o outro se sente se não conversamos. Como já dizia Chacrinha, "quem não se comunica se trumbica".
Nessa nova etapa da vida do casal, conhecimento é o segredo. Além do conhecimento pessoal das coisas que estão acontecendo conosco, devemos conhecer um ao outro também. E sempre, devemos compartilhar conhecimento, sempre.
Dica para as mamães:
- Mande emails ou mensagens semanais para o seu marido com coisas que você descobriu essa semana sobre a sua gravidez.
- Peça para ele baixar um dos aplicativos para telefone sobre gravidez, é bom para eles também.
- Se seu marido não gosta muito de ler, converse, explique ao invés de gritar e chorar. Eles não são obrigados a adivinhar o que estamos pensando, sentindo ou planejando. #ficaadica
Dica para os papais:
- Os hormônios são reais e nos afetam muito: nos deixam mais sensíveis (ou no meu caso, mais agressivas) e se sua companheira não esta se expressando bem, acredite, é mais difícil do que parece! Ela tão pouco entende o que esta acontecendo dentro dela.
- Leia, pergunte e informe-se. Não tenha vergonha de não saber. Dizem que filho não vem com manual, e esta verdade se faz presente e clara desde o começo da gravidez.
- Conversar pode ser um saco, mas é necessário para manter sua paz de espírito.
No judaísmo existe um conceito maravilhoso que chama Shalom Bait (tradução livre: a paz da casa, ou a hormonial conjugal eterna). Dentre muitas coisas e dicas que esse conceito dá aos casais, existe uma verdade que estamos esquecendo hoje em dia:
"Estar junto significa
estar atento às necessidades do outro, deixando de lado seus próprios
desejos. Significa também abrir-se à outra pessoa."
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